SEMA inicia seleção de propriedades rurais para restauração de nascentes e APPs

A Secretaria do Meio Ambiente, por meio do Projeto CITinova, reuniu-se com lideranças comunitárias da Serrinha do Paranoá e da Bacia do Descoberto para iniciar a seleção de propriedades rurais que serão beneficiadas com o projeto de recomposição da vegetação nativa de nascentes e demais Áreas de Preservação Permanente (APPs) degradadas ou alteradas.

Projeto CITinova e lideranças comunitárias da Bacia do Descoberto se reuniram para iniciar a seleção de propriedades rurais. Foto: Arquivo SEMA

Serão implantados 20 hectares na região da Serrinha do Paranoá, 05 (cinco) hectares no Córrego do Ipê, na ARIE Granja do Ipê, e 45 hectares na Bacia do Descoberto.

Nas propriedades rurais serão realizados plantios utilizando diferentes técnicas, entre elas a nucleação, enriquecimento, consórcio entre mudas e sementes, entre outras, para incentivar a conservação de nascentes, cursos hídricos e áreas de recarga e a utilização sustentável da vegetação nativa do Cerrado. Mais de 40 espécies nativas estão sendo utilizadas como mutamba, jatobá, aroeira, ingás, ipês e baru, por exemplo.

No início do ano, a Equilíbrio Ambiental, empresa contratada pelo Projeto para a prestação de serviços técnicos especializados, realizou o plantio de espécies nativas do Cerrado em 11 (onze) hectares nos Parques Águas Claras e do Riacho Fundo – ambos contribuintes da Bacia do Paranoá.

CRISE HÍDRICA

De acordo com o secrerário do Meio Ambiente, Sarney Filho, a iniciativa foi concebida em 2016. “O programa foi idealizado no auge da crise hídrica no Distrito Federal, relacionada à mudança do regime de chuvas e ao aumento do consumo, devido ao crescimento populacional”; afirmou. Além disso, havia a preocupação com algumas práticas que levam à impermeabilização do solo, impedindo a infiltração da água e reposição dos aquíferos, o que afeta diretamente as nascentes.

Para selecionar as propriedades rurais que serão beneficiadas com a ação, foi realizado um estudo, aplicando a metodologia de análise multicritério, para identificar as áreas de baixa, média, alta e muito alta prioridade para serem recuperadas, tendo como foco Áreas de Nascentes e Áreas de Preservação Permanentes em propriedades rurais. As áreas prioritárias são aquelas de alta e muito alta prioridade, nas Bacias do Descoberto e Paranoá, após o diagnóstico e identificação das áreas prioritárias para recomposição da vegetação nativa, realizada juntamente com a SEMA e os parceiros do projeto.

Para Nazaré Soares, coordenadora do CITinova pela SEMA/GDF, a produção rural foi um dos setores mais atingidos pela crise hídrica. “Uma das grandes demandas que surgiram na época foi a implementação de ações para restauração de nascentes e APPs em propriedades rurais para incentivar e garantir a segurança hídrica no DF”, destacou.

De acordo com João Carlos Couto Lóssio Filho, Subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da SEMA essa iniciativa fortalece o cuidado dos produtores rurais com a conservação da água e do solo nas áreas de produção agrícola do DF, principalmente na Bacia do Descoberto.

Participaram da reunião na bacia do Paranoá, representantes do Conselho de Desenvolvimento Rural do Lago Norte, Administração do Lago Norte, Emater, Seagri, Associação dos Núcleos Rurais dos Córregos Jerivá e do Urubu e do Instituto Oca do Sol. Uma outra reunião foi realizada na bacia do Descoberto, com as presenças da Emater, lideranças do Conselho de Desenvolvimento Rural de Brazlândia e da Associação de Produtores dos Córregos do Palha, Rodeador e Rio das Pedras.

Por Gabriela Fonseca, da Comunicação do CITinova/SEMA-GDF


Foto de abertura Reunião com lideranças comunitárias da Serrinha do Paranoá para o início da seleção de propriedades rurais que serão beneficiadas. Foto: Gabriela Fonseca (SEMA-GDF)

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