CITinova é apresentado no GT3 da Câmara das Cidades 4.0: Soluções e Tecnologias de Baixo Carbono

A primeira reunião do Grupo de Trabalho 3 da Câmara das Cidades 4.0, realizada pela Secretaria de Pesquisa e Formação Científica (Sepef), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em 30 de março, contou com a participação de mais de 50 pessoas, entre servidores públicos, pesquisadores e representantes do setor privado. No encontro, foram apresentadas três importantes iniciativas já em curso capitaneadas pela Sepef, entre elas o projeto CITinova.

A Câmara das Cidades 4.0 foi criada no âmbito do decreto nº 9.854 de 25 de junho de 2019, que instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas com quatro áreas prioritárias de atuação – saúde, indústria, agro e cidades – e quatro grupos de trabalho (GTs) para trabalhar, cada um deles, um dos temas propostos.

Coordenado pela SEPEF, o GT3: Soluções e Tecnologias de Baixo Carbono está associado à temática de cidades com foco na Agenda Climática e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030. “Esse grupo de trabalho buscará priorizar a mitigação e a adaptação às mudanças do clima no escopo urbano, contribuindo para o desenvolvimento de cidades resilientes”, afirmou Sávio Raeder, diretor do Departamento de Ciências da Natureza da Sepef e coordenador do GT3.

No primeiro encontro do GT3, foram apresentadas três importantes iniciativas já em curso capitaneadas pela Sepef, e, em seguida, uma proposição de um Fórum de Inovações para Cidades Inteligentes e Sustentáveis, a ser realizado em outubro, o mês da Ciência e Tecnologia.

Abertura  Após as boas-vindas e agradecimentos, José Gontijo, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, destacou a importância Câmara das Cidades 4.0 como um fórum técnico que une diversas instâncias e trará riqueza para o País. “O ministro Marcos Pontes gosta de dizer que o MCTI é uma caixa de ferramentas não só para outros Ministérios, mas para outras entidades que se relacionam com esse ministério, e a Câmara 4.0 é mais um exemplo disso”, afirmou. Gontijo comentou também sobre o papel fundamental das tecnologias digitais inovadoras para a sustentabilidade das cidades. “A ideia é que consigamos trabalhar cada vez mais próximos para que as cidades possam ser inteligentes e sustentáveis”.

Representando o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a coordenadora Fernanda Capdeville, da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano, enfatizou a importância de trabalhar políticas urbanas a partir da “construção de uma agenda de desenvolvimento sustentável,  que procure abranger não somente os antigos desafios urbanos, mas também os mais recentes, como as questões ambientais e climáticas e a transformação digital nos territórios, para, com isso, trazer novas oportunidade, reduzir as desigualdades e propiciar melhor qualidade de vida à população”.  Ela falou também sobre a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, uma “agenda pública para a transformação digital nas cidades brasileiras”, resultado de um esforço coletivo para a construção de uma estratégia nacional para cidades inteligentes.

Apresentação dos projetos da SEPEF

 Dando sequência à programação, foi apresentado o CITinova Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis, um projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), e cuja execução é de responsabilidade da Coordenação Geral de Ciência do Clima e Sustentabilidade, do MCTI.  

Antônio Marcos Mendonça, diretor nacional do projeto, afirmou que “em todas as ações implementadas pelo projeto há uma forte preocupação com a contribuição para a sustentabilidade nas cidades brasileiras por meio de investimento em planejamento urbano integrado e tecnologias sustentáveis”. Para isso, o CITinova investe em tecnologias Inovadoras por meio de projetos-pilotos que estão sendo implementados em Brasília e Recife com o objetivo de enfrentar desafios históricos dos moradores e da gestão pública nas áreas de água, resíduos, energia, mudanças climáticas e mobilidade. Mendonça também destacou o apoio do projeto no desenvolvimento e aprimoramento de Plataformas para Cidades Sustentáveis de alcance nacional, o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS) e a nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis (PCS). Ambas presentam ferramentas, conteúdos, metodologias e soluções inovadoras para oferecer o melhor suporte à promoção de gestão pública integrada e sustentável. As lições aprendidas com os projetos-pilotos estarão disponibilizadas em ambas as plataformas.

A próxima apresentação, sobre “Materiais Inteligentes e Sustentáveis”, coube a arquiteta, urbanista e tecnologista do MCTI, Daniela Mattar.E o terceiro projeto, o  AdaptaBrasil MCTI, uma plataforma de Índices e Indicadores de risco de impactos das mudanças climáticas no Brasil, foi apresentado por Diogo Santos, analista de infraestrutura, da Coodençação do Clima, do MCTI.  Desenvolvido pelo MCTI em parceria com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP), o AdaptaBrasil tem como objetivo consolidar, integrar e disseminar informações que possibilitem o avanço das análises dos impactos da mudança do clima, observados e projetados no território nacional, dando subsídios aos tomadores de decisões, e também a pesquisadores, à sociedade civil e ao setor privado.

Após as apresentações dos três projetos, foi aberto um espaço para perguntas e comentários dos participantes.  Entre muitas contribuições, Lincoln Alves, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), questionou como o CITinova considera cidades de meio e pequeno porte na temática de cidades sustentáveis. Antônio Mendonça respondeu que os projetos-pilotos que estão sendo implementados em Recife e Brasília servirão de modelo a serem replicados em outras regiões. Outro exemplo dado por ele foi o OICS, plataforma que divulga soluções urbanas inovadoras no Brasil e no mundo e que permite aos usuários encontrar a solução mais adequada para o seu tipo de cidade-região.

Sávio Raeder, após agradecer as importantes contribuições, comunicou a criação do Fórum de Inovações para Cidades Inteligentes e Sustentáveis, que acontecerá em outubro, mês da Ciência e Tecnologia.  Comentou ainda que o tema da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) será “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”.


Foto de abertura Um exemplo de projeto-piloto CITinova, implementado pela parceira coexecutura SEMA-DF: plantio de espécies do Cerrado para recuperação de nascentes no Parque de Águas Claras. Foto Gabriela Fonseca/Comunicação CITinova/SEMA-DF

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