CITinova apresenta experiências focadas no desenvolvimento sustentável em evento na capital paulista

Por meio de três painéis expositivos, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) expôs os resultados do projeto no evento MundoGeo 

Na última quarta-feira (18), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e seus parceiros apresentaram os resultados do trabalho realizado nos últimos anos pelo Projeto CITinova – focado na promoção da sustentabilidade nas cidades brasileiras – em um evento do MundoGeo, feira de tecnologia que aconteceu nesta semana no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

O evento CITinova: Tecnologia e Inovação para Cidades Sustentáveis foi presencial, com transmissão ao vivo, e contou com três painéis expositivos que discorreram sobre “Planejamento Urbano Integrado”, “Investimentos em Tecnologias Inovadoras” e “Plataformas para Cidades Sustentáveis”. Assista aqui.

Mesa de abertura do evento “CITinova: Tecnologia e Inovação para Cidades Sustentáveis | Foto: Equipe CITinova

O CITinova é um projeto multilateral focado em (1) oferecer conteúdo sobre planejamento urbano com foco no desenvolvimento de cidades mais sustentáveis; (2) elaborar plataformas que apoiem a gestão pública nas áreas de água, resíduos, energia, mobilidade e mudanças climáticas; e (3) desenvolver dois projetos-piloto – em Recife (PE) e Brasília (DF) – para mostrar, na prática, como é possível desenvolver soluções tecnológicas que promovam o desenvolvimento sustentável de cidades brasileiras.

Neste contexto, o coordenador-geral de Ciência para Biodiversidade e diretor nacional do Projeto CITinova, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira, destacou a importância dos projetos-piloto como legado e exemplo para outras cidades. “Um país tão heterogêneo como o nosso, mas ao mesmo tempo com tantas assimetrias, precisa ter abordagens e soluções que contemplem os diferentes cenários brasileiros”, opinou.

Planejamento Urbano Integrado

No primeiro painel, a Agência Recife de Inovação e Estratégia (ARIES) – coexecutora do projeto – trouxe a experiência da Política de Habitação de Interesse Social. A partir dessa ação, o CITinova oferece instrumentos que podem ser utilizados por governos locais para melhorar o trabalho realizado na construção de novas moradias.

Como exemplo, a diretora de projetos da ARIES, Mariana Pontes, falou sobre o percurso metodológico aplicado pelo EVTEA – Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental para Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) em Recife. “A nossa premissa era trabalhar a moradia digna e bem localizada na cidade. A nossa meta é contribuir para diminuir em 20% o déficit habitacional na capital pernambucana”, salientou.

Além de Pontes, estiveram presentes a subsecretária de gestão territorial e ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal – SEMA/DF, Maria Silvia Rossi, a secretária de habitação da Prefeitura de Recife, Maria Eduarda Campos, e a docente do Departamento de Engenharia do Conhecimento – ECG, Clarissa Stefani, que falou na rodada de diálogo, realizada após o painel.

Tecnologia e Inovação

O segundo painel, denominado “Tecnologia e Inovação”, expôs como os projetos-piloto em Recife e no Distrito Federal têm buscado solucionar desafios históricos de ambas cidades. Para isso, a coordenadora nacional do CITinova, Ana Lúcia Stival, ressaltou os aspectos técnicos a respeito do planejamento urbano implementados nos territórios e as ações focadas na promoção da sustentabilidade.

Durante o evento, Stival destacou, também, o diferencial do CITinova contar com a participação efetiva de mulheres em sua construção. “Tivemos aqui um painel composto por cinco mulheres, e essa presença massiva de autoridades femininas falando sobre planejamento de cidades, inovação e sustentabilidade permite olhares necessários para a questão de gênero e desenvolvimento urbano”, salientou.

Já a assessora especial da Subsecretaria de Gestão de Águas e Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal, Elisa Meirelles, destacou dois projeto do CITinova realizados na capital federal, responsáveis pela preservação e recuperação do bioma Cerrado nas Bacias do Rio Descoberto e Rio Paranoá. “Essas bacias são importantes porque 80% do abastecimento público vem justamente dos reservatórios de águas do Descoberto e do Paranoá”, explicou.

O painel contou ainda com as participações da diretora do ARIES, Mariana Pontes, do secretário de Meio Ambiente de Recife, Carlos Ribeiro, e do docente do do Instituto de Estudos Socioambientais ( IESA), Manuel Eduardo Ferreira.

Plataformas para Cidades Sustentáveis

O terceiro painel tratou sobre a disseminação de conhecimento. A apresentação ficou por conta do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e trouxe a assessora  técnica do Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis (OICS), Monique Santos, além do coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão.

Abrahão anunciou que, ainda em julho deste ano, a Plataforma Cidades Sustentáveis lançará o índice de sustentabilidade de todos os municípios brasileiros a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“A nossa plataforma tem acesso gratuito e usa software livre para que a gente ganhe escala no Brasil. Nosso país tem mais de 5 mil municípios, sendo que 80% da população vive em áreas urbanas. Assim, nosso desafio é grande. Temos que incorporar essas cidades para conseguir esses avanços de uma forma geral”, explicou.

As apresentações podem ser conferidas na gravação disponível no YouTube.

CITinova

Coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o CITinova é executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Digital, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF). Tem financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e é implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

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