Acesse o Diagnóstico de contaminação e proposta de remediação do antigo Lixão da Estrutural do Distrito Federal

O Aterro Controlado do Jóquei ou, como é mais conhecido, o antigo Lixão da Estrutural ocupa uma área de aproximadamente 200 hectares.

O local iniciou-se de forma irregular, na década de 1950, mas passou a ser utilizado oficialmente para deposição de resíduos sólidos, o que durou quase 40 anos.

O depósito já foi listado como o segundo maior lixão a céu aberto da América Latina, chegand a receber uma média de 7,2 mil toneladas de lixo por dia.
Teve as atividades encerradas em 20 de janeiro de 2018, mas ainda hoje acumula mais de 40 milhões de toneladas de resíduos, que formam um maciço enterrado.

Atualmente, funciona como uma Unidade de Recebimento de Entulho (URE), recebendo apenas material seco, com cerca de 7 mil toneladas por dia de resíduos da construção civil.

Através do CITinova e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a Secretaria de Estado de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA) realizou uma série de levantamentos, estudos e processos de escuta de diferentes setores e atores sociais, que permitiram um diagnóstico ambiental para determinar a extensão da contaminação no ar, no solo, nas águas superficiais e subterrâneas.

Este levantamento oferece informações importantes que podem contribuir para a melhoria da segurança hídrica, o combate às mudanças climáticas, a para melhoria da qualidade ambiental do Distrito Federal, além de subsidiar gestores públicos no enfrentamento dos passivos ambientais existentes.

Confira aqui.

CITinova apresenta experiências focadas no desenvolvimento sustentável em evento na capital paulista

Por meio de três painéis expositivos, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) expôs os resultados do projeto no evento MundoGeo 

Na última quarta-feira (18), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e seus parceiros apresentaram os resultados do trabalho realizado nos últimos anos pelo Projeto CITinova – focado na promoção da sustentabilidade nas cidades brasileiras – em um evento do MundoGeo, feira de tecnologia que aconteceu nesta semana no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

O evento CITinova: Tecnologia e Inovação para Cidades Sustentáveis foi presencial, com transmissão ao vivo, e contou com três painéis expositivos que discorreram sobre “Planejamento Urbano Integrado”, “Investimentos em Tecnologias Inovadoras” e “Plataformas para Cidades Sustentáveis”. Assista aqui.

Mesa de abertura do evento “CITinova: Tecnologia e Inovação para Cidades Sustentáveis | Foto: Equipe CITinova

O CITinova é um projeto multilateral focado em (1) oferecer conteúdo sobre planejamento urbano com foco no desenvolvimento de cidades mais sustentáveis; (2) elaborar plataformas que apoiem a gestão pública nas áreas de água, resíduos, energia, mobilidade e mudanças climáticas; e (3) desenvolver dois projetos-piloto – em Recife (PE) e Brasília (DF) – para mostrar, na prática, como é possível desenvolver soluções tecnológicas que promovam o desenvolvimento sustentável de cidades brasileiras.

Neste contexto, o coordenador-geral de Ciência para Biodiversidade e diretor nacional do Projeto CITinova, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira, destacou a importância dos projetos-piloto como legado e exemplo para outras cidades. “Um país tão heterogêneo como o nosso, mas ao mesmo tempo com tantas assimetrias, precisa ter abordagens e soluções que contemplem os diferentes cenários brasileiros”, opinou.

Planejamento Urbano Integrado

No primeiro painel, a Agência Recife de Inovação e Estratégia (ARIES) – coexecutora do projeto – trouxe a experiência da Política de Habitação de Interesse Social. A partir dessa ação, o CITinova oferece instrumentos que podem ser utilizados por governos locais para melhorar o trabalho realizado na construção de novas moradias.

Como exemplo, a diretora de projetos da ARIES, Mariana Pontes, falou sobre o percurso metodológico aplicado pelo EVTEA – Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental para Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) em Recife. “A nossa premissa era trabalhar a moradia digna e bem localizada na cidade. A nossa meta é contribuir para diminuir em 20% o déficit habitacional na capital pernambucana”, salientou.

Além de Pontes, estiveram presentes a subsecretária de gestão territorial e ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal – SEMA/DF, Maria Silvia Rossi, a secretária de habitação da Prefeitura de Recife, Maria Eduarda Campos, e a docente do Departamento de Engenharia do Conhecimento – ECG, Clarissa Stefani, que falou na rodada de diálogo, realizada após o painel.

Tecnologia e Inovação

O segundo painel, denominado “Tecnologia e Inovação”, expôs como os projetos-piloto em Recife e no Distrito Federal têm buscado solucionar desafios históricos de ambas cidades. Para isso, a coordenadora nacional do CITinova, Ana Lúcia Stival, ressaltou os aspectos técnicos a respeito do planejamento urbano implementados nos territórios e as ações focadas na promoção da sustentabilidade.

Durante o evento, Stival destacou, também, o diferencial do CITinova contar com a participação efetiva de mulheres em sua construção. “Tivemos aqui um painel composto por cinco mulheres, e essa presença massiva de autoridades femininas falando sobre planejamento de cidades, inovação e sustentabilidade permite olhares necessários para a questão de gênero e desenvolvimento urbano”, salientou.

Já a assessora especial da Subsecretaria de Gestão de Águas e Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal, Elisa Meirelles, destacou dois projeto do CITinova realizados na capital federal, responsáveis pela preservação e recuperação do bioma Cerrado nas Bacias do Rio Descoberto e Rio Paranoá. “Essas bacias são importantes porque 80% do abastecimento público vem justamente dos reservatórios de águas do Descoberto e do Paranoá”, explicou.

O painel contou ainda com as participações da diretora do ARIES, Mariana Pontes, do secretário de Meio Ambiente de Recife, Carlos Ribeiro, e do docente do do Instituto de Estudos Socioambientais ( IESA), Manuel Eduardo Ferreira.

Plataformas para Cidades Sustentáveis

O terceiro painel tratou sobre a disseminação de conhecimento. A apresentação ficou por conta do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e trouxe a assessora  técnica do Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis (OICS), Monique Santos, além do coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão.

Abrahão anunciou que, ainda em julho deste ano, a Plataforma Cidades Sustentáveis lançará o índice de sustentabilidade de todos os municípios brasileiros a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“A nossa plataforma tem acesso gratuito e usa software livre para que a gente ganhe escala no Brasil. Nosso país tem mais de 5 mil municípios, sendo que 80% da população vive em áreas urbanas. Assim, nosso desafio é grande. Temos que incorporar essas cidades para conseguir esses avanços de uma forma geral”, explicou.

As apresentações podem ser conferidas na gravação disponível no YouTube.

CITinova

Coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o CITinova é executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Digital, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF). Tem financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e é implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Jardins Filtrantes começam a ser construídos no Recife

Pioneiros em parques públicos do Recife, os Jardins Filtrantes começaram a ser executados, no início desta semana, no Parque do Caiara, no bairro da Iputinga, zona oeste da capital pernambucana.

Com projeção para ocupar aproximadamente 7 mil m², os Jardins estão sendo implementados na foz do Riacho do Cavouco e serão responsáveis pelo tratamento de cerca de 10% da vazão da água poluída que desaguará no Rio Capibaribe.

Essa obra de requalificação ambiental tem previsão de 150 dias, conta com investimento de R$ 4,5 milhões, e está sendo realizada sob responsabilidade da Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES), em conjunto com o Porto Digital. A iniciativa faz parte de uma série de projetos-pilotos do CITinova, projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility- GEF, em inglês).               .

Os Jardins Filtrantes, assim como os outros projetos-pilotos apoiados pelo CITinova em Recife e Brasília, servirão de modelo a serem replicados em larga escala por gestores públicos de todo o país.

Prefeito e secretários do Recife visitam a obra

O prefeito do Recife, João Campos, e os secretários de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico, Carlos Ribeiro e Rafael Dubeux, visitaram o local das obras na segunda-feira (7). “Com isso [os Jardins Filtrantes], o Riacho do Cavouco, que chega no Rio Capibaribe, terá uma parcela importante da sua água sendo tratada e despejada de maneira adequada dentro do rio”, afirmou o prefeito João Campos, que destacou o tratamento 100% natural realizado através dos filtros.

Equipe ARIES e Phytorestore mostram o projeto-piloto ao prefeito, João Campos, e secretários. Fotos Giselle Cahú

O diretor-presidente da ARIES, Marcos Baptista, acompanhados por integrantes do Conselho e da equipe da agência, e Mariana Amazonas, representante da Phytorestore, empresa contratada para implementar os Jardins, acompanharam o prefeito e secretários na visita, que marcou o início das obras.

“A sensação é de que é possível ser e construir um Recife mais sustentável e capaz de acolher seus moradores com mais qualidade de vida”, comentou Mariana Amazonas. “É sonho e esperança que viram realidade e que comprovam que quando apostamos em soluções que contemplam a natureza todos saem ganhando.”

Para Marcos Baptista, o momento reforçou o compromisso da ARIES para com o futuro do Recife: “É um privilégio poder entregar à cidade um projeto inovador na área de saneamento, com diversos impactos positivos principalmente na área ambiental”.

Baptista enfatizou também a importância de “trazer para a cidade novas soluções que se alinhem com o Plano Recife 500 Anos. “Vamos mostrar aos recifenses e ao poder público que é possível comemorar os 500 anos do Recife, em 2037, com a cidade da forma que precisamos”, afirmou.

Tecnologia da natureza

A tecnologia aplicada nos Jardins Filtrantes é uma inovação francesa patenteada pela Phytorestore que utiliza plantas cuidadosamente selecionadas para remover poluentes da água por meio de um processo de fitorremediação. Ao fim do processo, a água tratada contribuirá de maneira direta para a vida no Rio Capibaribe, favorecendo a oxigenação da água e evitando que o rio continue recebendo poluição do Riacho. 

Segundo o engenheiro do Projeto CITinova/ARIES, Renato Martiniano, o principal fator de tratamento se dá pelos processos naturais que acontecem na zona de raízes, dentro dos substratos dos filtros; além disso, por se tratar de uma Solução Baseada na Natureza (SbN), os Jardins minimizam os riscos ambientais.

“O sistema se configura como um jardim de aparência natural com a capacidade de atrair a biodiversidade de fauna e flora para sua área de implantação, proporcionando a contemplação e a valorização social e ambiental da área”, explicou o engenheiro.

Por Giselle Cahú, da equipe de comunicação ARIES/CITinova.

Projeção dos Jardins Filtrantes que serão construídos no Parque do Caiara

Foto de abertura Deque no Parque do Caiara. Foto Giselle Cahú

ICS seleciona agência de Comunicação para projeto CITinova

O Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do projeto CITinova, está selecionando uma Agência de Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing para execução de atividades de comunicação relacionadas ao projeto “CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis”.

Projeto multilateral, o CITinova entra em sua última etapa de execução com as atividades empreendidas pelos órgãos coexecutores (ARIES, CGEE, SEMA-DF e PCS) consolidadas e importantes entregas a serem realizadas neste ano de 2022.

A contratação de agência especializada em Estratégias de Comunicação Digital, Assessoria de Imprensa e Marketing, com equipe multidisciplinar, visa buscar visibilidade qualificada ao CITinova, às plataformas do Conhecimento, desenvolvidas no âmbito do projeto – Observatório de Inovação para Cidades Sustentáves (OICS) e nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis – e aos projetos-pilotos que estão sendo implementados em Brasília e Recife, atingindo, assim, o público-alvo do projeto.

Serão aceitas candidaturas até10/02/22. As instruções para participar e requisitos encontram-se neste Termo de Referência.


Visita técnica mostra que projetos-pilotos do CITinova implementados no Distrito Federal já geram benefícios

Desenvolver e apoiar tecnologia e inovação para promoção de sustentabilidade nas cidades brasileiras e, com isso, melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos cidadãos são desafios do projeto CITinova, que entra em seu quarto ano de execução com muitas iniciativas já apresentando bons resultados.

Algumas dessas ações estão sendo implementadas no Distrito Federal pela Secretaria do Meio Ambiente (SEMA-GDF), parceira coexecutora do projeto, e receberam visita técnica, em 18 de janeiro, da direção nacional deste projeto multilateral, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Com representantes do MCTI, PNUMA e SEMA-DF, a visita iniciou com a apresentação de uma experiência de Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados, e se estendeu às iniciativas do projeto CITinova no antigo “Lixão da Estrutural”, onde foram realizados diagnóstico de contaminação do solo e da água e implementação de tecnologias para remediação de áreas contaminadas.

Pela manhã, a visita técnica foi voltada às iniciativas implementadas nas Bacias Hidrográficas do Descoberto e do Paranoá, do DF.  Naquela região, o diretor e a coordenadora nacional do projeto, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira e Ana Lúcia Stival, ambos do MCTI, conferiram os resultados dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados (SAFs), projeto-piloto implantado em 20 hectares, beneficiando 37 famílias.

Acompanhados do secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, da responsável institucional e da coordenadora nacional do CITinova na Sema, Márcia Coura e Nazaré Soares, e de alguns técnicos, eles conheceram a gleba da agricultora Ilnéia Alves Rocha Barros, no Núcleo Alexandre de Gusmão, em Brazlândia. No local encontra-se o córrego do Rodeador, que alimenta a Bacia do Rio Descoberto, responsável pelo abastecimento de 60% da população de Brasília.

Depois de muito trabalho, desde 2019, quando foi selecionada para ser uma das beneficiadas pelo projeto, Ilnéia comemora, com o marido Claudionor e a filha Adriana, os bons resultados da recuperação das áreas de proteção ambiental degradadas, de nascentes e a produção da agrofloresta mecanizada, utilizando boas práticas da agricultura sustentável.

O programa, implantado a partir de 2019, envolve a recomposição da vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) de nascentes, áreas de recarga hídrica e demais APPs degradadas ou alteradas nas Bacias dos rios Descoberto e Paranoá, visando à manutenção e à recuperação de seus aquíferos. Também faz parte da iniciativa a implantação nas duas bacias de Sistemas Agroflorestais, que além da segurança hídrica se associa à segurança alimentar e alternativa de renda ao agricultor familiar.

Na avaliação do diretor nacional do CITinova e coordenador-geral de Ciência para a Biodiversidade do MCTI, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira, “após três anos de execução do projeto CITinova, já se observam seus benefícios”.  Ele ressalta que o reflorestamento em áreas rurais degradadas, próximas a nascentes, vem sendo executado com sucesso:  “O sistema agroflorestal foi bem recebido pelos produtores rurais e se encontra em pleno desenvolvimento, propiciando a estes produtores melhores oportunidades de geração de renda e uso sustentável da terra”.

Durante a visita técnica, o secretário Sarney Filho destacou que as ações em propriedades nas Bacias do Descoberto e do Paranoá estão servindo de exemplo para outros programas no DF.

Ações no Lixão da Estrutural

No período da tarde, a visita técnica se estendeu ao antigo Lixão da Estrutural. No local, foi apresentado o trabalho realizado para a produção do estudo sobre a área, desenvolvido pela SEMA-GDF em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). Iniciado em 2019 e encerrado em 2021, a iniciativa teve como objetivo elaborar um diagnóstico e uma proposta de remediação para toda a área de influência local, utilizando tecnologias inovadoras. O local, desativado em 2018, já foi considerado como o maior depósito de lixo a céu aberto da América Latina.

Coube ao coordenador do estudo, professor Eloi Campos, do Departamento de Hidrogeologia e Geologia Ambiental da UnB, apresentar aos visitantes cada etapa realizada: as experiências da fitorremediação com plantio de espécies nativas e exóticas, para reter metais identificados no solo; os poços instalados para medir o nível de contaminação de chorume – líquido escuro que sai do lixo -, além de e monitorar os reservatórios de água subterrâneos.

Poço para medição do nível de contaminação de chorume. Foto: Renata Leite Ascom SemaDF

“Os estudos realizados no aterro sanitário da Estrutural estão trazendo importantes subsídios para a tomada de decisão sobre futuras ações de recuperação ambiental e mitigação de danos na área”, afirmou Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira. “Desta forma, considero que o projeto CITinova está logrando benefícios concretos e deixará um legado positivo à população do Distrito Federal”, concluiu o diretor nacional do projeto.

*Com informações da equipe de Comunicação da Secretaria de Meio Ambiente.


Foto de abertura Visita técnica no Lixão da Estrutural. Foto:Renata Leite Ascom SemaDF

CITinova avança no Plano de Adaptação Setorial do Recife

Oferecer conteúdo, metodologias e ferramentas de planejamento urbano para apoiar gestores públicos, incentivar a participação social e contribuir na redução de danos causadas pelas mudanças climáticas é um dos objetivos do CITinova, projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

Entre as iniciativas apoiadas pelo projeto, o  Plano de Adaptação Setorial do Recife (PASR) faz parte de um conjunto de entregas relacionadas ao desenvolvimento sustentável executadas da capital pernambucana pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES), uma das instituições coexecutoras do CITInova.

Construir e planejar o futuro do Recife requer a soma de esforços, conhecimentos e pontos de vista que contemplam a diversidade de demandas existentes na capital pernambucana. Sob a ótica da participação ativa de atores-chave, grupos e instituições, o PARS iniciou nesta quarta-feira (19) a etapa de reuniões em Grupos de Trabalho (GTs) para engajar e discutir temas relevantes, problemas, soluções e novas ações dentro da realidade da cidade.

Com a parceria do Porto Digital, Prefeitura da Cidade do Recife, ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e WayCarbon, o plano encontra-se na etapa de construção do Relatório de Avaliação dos Riscos Setoriais, que receberá suporte dos Grupos de Trabalho (GTs).

Para Marina Lopes, gerente de projetos do ICLEI, o desenvolvimento de um plano de adaptação focado nos setores prioritários é de extrema importância para o Brasil.

Escolhidos por serem considerados estratégicos e centrais para o desenvolvimento urbano do Recife, o Plano de Adaptação Setorial abrange quatro setores-chave: Economia, Saneamento, Mobilidade e Transformação Urbana. “Se a gente não fizer uma adaptação nesses setores tudo acaba ruindo. O objetivo foi dar uma atenção especial para eles e, a partir disso, estruturar a adaptação e resiliência no resto da cidade”, argumenta a gerente de projetos.

Conforme Leta Vieira, Coordenadora do ICLEI, os Grupos de Trabalho seguem a mesma metodologia do Plano de Ordenamento Territorial do Recife. Dessa forma, as representatividades atuarão em cada GT considerando os percentuais para Órgãos Públicos (37,5%), Sociedade Civil (25%), Academia, técnicos e profissionais (25%) e o Empresariado (12,5%).

Com mais de 40 pessoas presentes, o setor de Economia foi tema do primeiro GT. A previsão é que a primeira etapa de reuniões dos Grupos de Trabalho seja concluída até o fim de janeiro, após os encontros com todos os setores.

Eventos climáticos extremos

O histórico de eventos climáticos extremos, cheias, deslizamentos de barreiras e casos de arboviroses, por exemplo, classificam o Recife como a 16ª cidade do planeta mais vulnerável às mudanças climáticas segundo o Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2021).

O Plano de Adaptação visa incentivar ações que influenciam na mudança desse cenário. Como comenta a analista de projetos da ARIES, Daiane Vieira, “o PASR é uma tentativa de políticas públicas que visa o desenvolvimento sustentável do Recife, na medida em que analisa e antecipa projeções, dados e riscos para a cidade voltados às mudanças climáticas, incluindo singularidades, vulnerabilidades da região e o percurso desenvolvido até então sobre o tema pelo município”.

Por Giselle Cahú, da equipe de comunicação ARIES/CITinova.


Rio-Capibaribe. Foto: Giselle Cahu

CITinova tem várias iniciativas voltadas à segurança hídrica

O projeto CITinova tem inúmeras iniciativas voltadas à segurança hídrica. Isso porque os desafios enfrentados pelas cidades são imensos para cumprir as metas estabelecidas pela ONU nos ODS, entre eles o ODS 6, que prevê a universalização do acesso à água potável e ao saneamento básico.

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), cerca de 78% dos municípios avaliados terão dificuldades para cumprir as metas estabelecidas pela ODS 6. 

O levantamento, que analisou dados de 770 municípios brasileiros, revela que apenas 16 deles já alcançaram indicadores compatíveis com os previstos pelo ODS 6 até 2030.

Entre os municípios mais bem classificados no objetivo estão Araras (SP), Nova Iguaçu (RJ), Limeira (SP), Santos (SP), São Caetano do Sul (SP), Pinhais (PR) e Balneário Camboriú (SC).  Já entre as cidades mais distantes de cumprir o ODS 6, estão 11 capitais estaduais, entre as quais: Porto Velho, Manaus, Belém, São Luís, Teresina e Natal.

O IDSC-BR foi desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis, parceiro coexecutor do projeto CITinova, para mapear, monitorar e avaliar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 770 cidades brasileiras, incluindo as capitais dos 26 estados da Federação, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS.

Para análise do ODS 6 – Água potável e saneamento, o Índice utilizou cinco indicadores: população atendida com esgotamento sanitário (%); população atendida com serviço de água (%); índice de perda de água tratada; população atendida com coleta domiciliar de lixo (%); e doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (por 100 mil).

CITinova e Segurança hídrica

Entre as ações que estão sendo realizadas pelos parceiros coexecutores do CITinova, no Distrito Federal a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA-GDF) está implementando vários projetos pilotos na Orla do Lago Paranoá e nas Bacias Hidrográficas do Descoberto e do Paranoá, duas bacias de extrema relevância para o abastecimento e sustentabilidade do DF.

Entre eles, ações de Recomposição da vegetação nativa em Áreas de Proteção Permanente (APPs) de nascentes, cursos hídricos e em áreas de recarga das bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá; Água Estruturada para irrigação da Bacia Hidrográfica do Descoberto; Sistemas Agroflorestais (SAFs) Mecanizados nas bacias do Paranoá e do Descoberto.

Reflorestamento, Sistema Agroflorestal (SAF) e Água Estruturada: três exemplos de projetos pilotos implemementados pela SEMA-GDF no âmbito do CITinova. Fotos: Arquivo CITinova/SEMA

Em Recife, entre as várias iniciativas do projeto CITinova executadas pela parceira Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES), serão implementados Jardins Filtrantes na foz do Riacho do Cavouco, localizada no Parque do Caiara, no bairro da Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. Projetados para ocupar aproximadamente 7 mil m², os Jardins serão responsáveis pelo tratamento de cerca de 10% da vazão da água poluída que desaguará no Rio Capibaribe.

Todos os projetos pilotos apoiados pelo CITinova têm caráter de replicabilidade, ou seja, ficarão disponíveis nas plataformas OICS e PCS e servirão de modelo a serem replicadas em larga escala por gestores públicos de todo o país.

Com informações da equipe de comunicação do PCS.


Foto de abertura Foto: Rony Michaud (Pixabay)

Como sua cidade pode fazer parte do Programa Cidades Sustentáveis?

O Programa Cidades Sustentáveis possui uma plataforma digital que, em parceria com o projeto CITinova, vem sendo desenvolvida e ampliada com novos conteúdos, funcionalidades e ferramentas para auxiliar a gestão pública integrada, inclusiva, participativa e sustentável.

A adesão ao PCS é aberta a prefeitos ou prefeitas de qualquer município brasileiro que, ao assinar a carta do programa, reafirmam seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a Agenda 2030.

A assinatura dessa carta-compromisso é voluntária e gratuita, podendo também ser firmada por vereadores, vereadoras e partidos políticos.

Cidadãos, cidadãs e organizações da sociedade civil também podem contribuir, verificando se o município em que atuam ou moram já está associado ao PCS e, caso contrário, estimulando o prefeito ou a prefeita a fazer parte do programa.

Confira aqui se seu município faz parte do PCS. E aqui como baixar e cadastrar a carta-compromisso.

Principais benefícios para o município

A adesão ao Programa Cidades Sustentáveis é uma oportunidade de integrar a gestão local a uma agenda global e uma referência na implementação dos ODS!

Ao aderir ao PCS, os gestores públicos e os técnicos das prefeituras podem alinhar o planejamento de suas cidades a esta avançada plataforma de desenvolvimento sustentável e à Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

É também uma oportunidade política, pois amplia o diálogo e a participação da sociedade para a construção conjunta de políticas públicas e de mecanismos de transparência e controle social.

A adesão facilita ainda o planejamento integrado e a execução orçamentária, proporcionando maior previsibilidade, redução de desperdícios, ganhos de produtividade e economia para a administração pública.

Uma gestão planejada e compromissada com as agendas urbanas de desenvolvimento sustentável pode abrir novas portas de acesso a recursos privados e/ou de organismos nacionais e internacionais.

Com informações da equipe de Comunicação do PCS.


PCS tem adesão de mais de 150 municípios de todo o país

Durante a atual gestão municipal, iniciada em 2021, mais de 150 municípios brasileiros aderiram ao Programa Cidades Sustentáveis (PCS), parceiro coexecutor do projeto CITinova. Dessa forma, passaram a contar com um conjunto de metodologias, ferramentas e conteúdos de apoio à administração e ao planejamento integrado. Tudo disponibilizado gratuitamente aos gestores públicos dessas localidades.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), o CITinova tem entre suas principais iniciativas a realização de duas plataformas para apoio e promoção de gestão pública integrada e sustentável: a nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), executado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Com abrangência nacional, as duas plataformas têm como usuários principais os representantes dos governos locais, mas são também voltadas ao setor privado, academia e sociedade em geral. Alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, elas oferecem ferramentas, conteúdos e metodologias distintos, mas se complementam para oferecer o melhor suporte à promoção de gestão pública integrada e sustentável.

Adesão ao PCS

A adesão ao Programa Cidades Sustentáveis é uma oportunidade de integrar a gestão local a uma agenda global, uma vez que os gestores públicos e os técnicos das prefeituras podem alinhar o planejamento da cidade a uma avançada plataforma de desenvolvimento sustentável e à Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

No grupo dos que podem se beneficiar dessa parceria, que visa estimular e facilitar o desenvolvimento sustentável e o cumprimento local dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030, estão cidades pequenas – até 100 mil habitantes –, médias – de 100 mil a 500 mil – e grandes – acima de 500 mil.

A relação dos que assinaram a carta-compromisso do PCS inclui municípios de todas as regiões do país e 13 capitais estaduais, entre as quais: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belém e Cuiabá.

Confira Aqui todas cidades signatárias. 

Com informações da Comunicação do PCS

Foto de abertura Recife. Arquivo projeto CITinova

Prefeitos do sul e nordeste participam de eventos com o PCS

Com o avanço da vacinação no país e o retorno de atividade presenciais (respeitando-se as medidas sanitárias), diversos eventos foram realizados pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS) para apresentação das novas ferramentas e metodologias de sua plataforma a gestores públicos de diferentes regiões do país.

Nestes últimos dois meses, com a  participação de Zuleica Goulart, coordenado do PCS, os encontros reuniram prefeitos de vários municípios, que também tiveram a oportunidade de conhecer o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), executado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Ambas as plataformas, PCS e OICS, estão sendo desenvolvidas no âmbito do projeto CITinova para apoio e promoção de gestão pública integrada e sustentável.

O primeiro encontro aconteceu em Maringá, no início de novembro (8/11). Na ocasião, diversos prefeitos de cidades que fazem parte da Amusep (Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense) aderiram ao PCS, se comprometendo, assim, a alinhar o planejamento de sua cidade a essa avançada plataforma de desenvolvimento sustentável e à Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 12 de novembro foi promovido em Curitiba o evento “Estratégias para o desenvolvimento local sustentável das cidades do Paraná”.  Realizado em parceria com a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (ASSOMEC) e a prefeitura local, o encontro possibilitou a apresentação das estratégias desenvolvidas pelo estado em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a oferta de novas ferramentas e metodologias para apoiar os municípios na implementação da Agenda 2030. Vários prefeitos aderiram ao PCS durante a atividade.

Outro encontro importante ocorreu dia 9 de dezembro em Pato Branco, também no Paraná, quando 21 prefeitos da região também aderiram ao programa.

Parcerias

De acordo com Zuleica Goulart, o fator fundamental para a realização desses eventos e outras atividades em municípios paranaenses foi o acordo de pareceria celebrado com o Governo Estadual do Paraná, o Instituto Cidades Sustentáveis – entidade realizadora do PCS –, a Frente Nacional de Prefeitos, a Associação dos Municípios do Paraná, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas e o Serviço Social Autônomo Paranacidade.

O inédito acordo de cooperação, que visa estimular a adoção da Agenda 2030 e a colocação em prática dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos municípios paranaenses, foi firmado em setembro.

O documento também propõe que os parceiros articulem, organizem e realizem eventos públicos com a participação de prefeitos e prefeitas das cidades paranaenses, “com o objeto de sensibilizá-los(as) para aderirem à Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, aos projetos e ações da Estratégia Paraná de Olho nos ODS, ao Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e à Estratégia ODS, por meio das assinaturas aos Termos de Compromisso do Estado e das cartas compromissos”.

O último evento presencial deste ano aconteceu em Serra Talhada, sertão de Pernambuco, com a participação de prefeitos que fazem parte do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú. Organizado pela prefeitura local, em parceria com o PCS e com o apoio da Associação Brasileira de Municípios (ABM), o encontro, denominado “I Fórum Regional de Cidades Sustentáveis – Rumo aos objetivos da Agenda 2030”, incluiu uma oficina com secretários e técnicos da administração municipal.

Em relação à atividade ocorrida em Serra Talhada, a coordenadora do PCS destaca o acordo de cooperação firmado com o Consórcio de Integração dos Municípios de Pajeú. “Das 17 cidades da região, cinco já assinaram a carta-compromisso”, informou Zuleica Goulart, antes de complementar: “as demais adesões serão encaminhadas nos próximos dias”.

Novas atividades de apresentação e divulgação do programa, além de oficinas sobre Planejamento Urbano Integrado, deverão ocorrer nos próximos meses em diversas regiões do país.

Informações equipe de comunicação do PCS

Evento “Estratégias para o desenvolvimento local sustentável das cidades do Paraná”, em Curitiba