ICS seleciona agência de Comunicação para projeto CITinova

O Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do projeto CITinova, está selecionando uma Agência de Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing para execução de atividades de comunicação relacionadas ao projeto “CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis”.

Projeto multilateral, o CITinova entra em sua última etapa de execução com as atividades empreendidas pelos órgãos coexecutores (ARIES, CGEE, SEMA-DF e PCS) consolidadas e importantes entregas a serem realizadas neste ano de 2022.

A contratação de agência especializada em Estratégias de Comunicação Digital, Assessoria de Imprensa e Marketing, com equipe multidisciplinar, visa buscar visibilidade qualificada ao CITinova, às plataformas do Conhecimento, desenvolvidas no âmbito do projeto – Observatório de Inovação para Cidades Sustentáves (OICS) e nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis – e aos projetos-pilotos que estão sendo implementados em Brasília e Recife, atingindo, assim, o público-alvo do projeto.

Serão aceitas candidaturas até10/02/22. As instruções para participar e requisitos encontram-se neste Termo de Referência.


Visita técnica mostra que projetos-pilotos do CITinova implementados no Distrito Federal já geram benefícios

Desenvolver e apoiar tecnologia e inovação para promoção de sustentabilidade nas cidades brasileiras e, com isso, melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos cidadãos são desafios do projeto CITinova, que entra em seu quarto ano de execução com muitas iniciativas já apresentando bons resultados.

Algumas dessas ações estão sendo implementadas no Distrito Federal pela Secretaria do Meio Ambiente (SEMA-GDF), parceira coexecutora do projeto, e receberam visita técnica, em 18 de janeiro, da direção nacional deste projeto multilateral, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Com representantes do MCTI, PNUMA e SEMA-DF, a visita iniciou com a apresentação de uma experiência de Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados, e se estendeu às iniciativas do projeto CITinova no antigo “Lixão da Estrutural”, onde foram realizados diagnóstico de contaminação do solo e da água e implementação de tecnologias para remediação de áreas contaminadas.

Pela manhã, a visita técnica foi voltada às iniciativas implementadas nas Bacias Hidrográficas do Descoberto e do Paranoá, do DF.  Naquela região, o diretor e a coordenadora nacional do projeto, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira e Ana Lúcia Stival, ambos do MCTI, conferiram os resultados dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados (SAFs), projeto-piloto implantado em 20 hectares, beneficiando 37 famílias.

Acompanhados do secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, da responsável institucional e da coordenadora nacional do CITinova na Sema, Márcia Coura e Nazaré Soares, e de alguns técnicos, eles conheceram a gleba da agricultora Ilnéia Alves Rocha Barros, no Núcleo Alexandre de Gusmão, em Brazlândia. No local encontra-se o córrego do Rodeador, que alimenta a Bacia do Rio Descoberto, responsável pelo abastecimento de 60% da população de Brasília.

Depois de muito trabalho, desde 2019, quando foi selecionada para ser uma das beneficiadas pelo projeto, Ilnéia comemora, com o marido Claudionor e a filha Adriana, os bons resultados da recuperação das áreas de proteção ambiental degradadas, de nascentes e a produção da agrofloresta mecanizada, utilizando boas práticas da agricultura sustentável.

O programa, implantado a partir de 2019, envolve a recomposição da vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) de nascentes, áreas de recarga hídrica e demais APPs degradadas ou alteradas nas Bacias dos rios Descoberto e Paranoá, visando à manutenção e à recuperação de seus aquíferos. Também faz parte da iniciativa a implantação nas duas bacias de Sistemas Agroflorestais, que além da segurança hídrica se associa à segurança alimentar e alternativa de renda ao agricultor familiar.

Na avaliação do diretor nacional do CITinova e coordenador-geral de Ciência para a Biodiversidade do MCTI, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira, “após três anos de execução do projeto CITinova, já se observam seus benefícios”.  Ele ressalta que o reflorestamento em áreas rurais degradadas, próximas a nascentes, vem sendo executado com sucesso:  “O sistema agroflorestal foi bem recebido pelos produtores rurais e se encontra em pleno desenvolvimento, propiciando a estes produtores melhores oportunidades de geração de renda e uso sustentável da terra”.

Durante a visita técnica, o secretário Sarney Filho destacou que as ações em propriedades nas Bacias do Descoberto e do Paranoá estão servindo de exemplo para outros programas no DF.

Ações no Lixão da Estrutural

No período da tarde, a visita técnica se estendeu ao antigo Lixão da Estrutural. No local, foi apresentado o trabalho realizado para a produção do estudo sobre a área, desenvolvido pela SEMA-GDF em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). Iniciado em 2019 e encerrado em 2021, a iniciativa teve como objetivo elaborar um diagnóstico e uma proposta de remediação para toda a área de influência local, utilizando tecnologias inovadoras. O local, desativado em 2018, já foi considerado como o maior depósito de lixo a céu aberto da América Latina.

Coube ao coordenador do estudo, professor Eloi Campos, do Departamento de Hidrogeologia e Geologia Ambiental da UnB, apresentar aos visitantes cada etapa realizada: as experiências da fitorremediação com plantio de espécies nativas e exóticas, para reter metais identificados no solo; os poços instalados para medir o nível de contaminação de chorume – líquido escuro que sai do lixo -, além de e monitorar os reservatórios de água subterrâneos.

Poço para medição do nível de contaminação de chorume. Foto: Renata Leite Ascom SemaDF

“Os estudos realizados no aterro sanitário da Estrutural estão trazendo importantes subsídios para a tomada de decisão sobre futuras ações de recuperação ambiental e mitigação de danos na área”, afirmou Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira. “Desta forma, considero que o projeto CITinova está logrando benefícios concretos e deixará um legado positivo à população do Distrito Federal”, concluiu o diretor nacional do projeto.

*Com informações da equipe de Comunicação da Secretaria de Meio Ambiente.


Foto de abertura Visita técnica no Lixão da Estrutural. Foto:Renata Leite Ascom SemaDF

CITinova avança no Plano de Adaptação Setorial do Recife

Oferecer conteúdo, metodologias e ferramentas de planejamento urbano para apoiar gestores públicos, incentivar a participação social e contribuir na redução de danos causadas pelas mudanças climáticas é um dos objetivos do CITinova, projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

Entre as iniciativas apoiadas pelo projeto, o  Plano de Adaptação Setorial do Recife (PASR) faz parte de um conjunto de entregas relacionadas ao desenvolvimento sustentável executadas da capital pernambucana pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES), uma das instituições coexecutoras do CITInova.

Construir e planejar o futuro do Recife requer a soma de esforços, conhecimentos e pontos de vista que contemplam a diversidade de demandas existentes na capital pernambucana. Sob a ótica da participação ativa de atores-chave, grupos e instituições, o PARS iniciou nesta quarta-feira (19) a etapa de reuniões em Grupos de Trabalho (GTs) para engajar e discutir temas relevantes, problemas, soluções e novas ações dentro da realidade da cidade.

Com a parceria do Porto Digital, Prefeitura da Cidade do Recife, ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e WayCarbon, o plano encontra-se na etapa de construção do Relatório de Avaliação dos Riscos Setoriais, que receberá suporte dos Grupos de Trabalho (GTs).

Para Marina Lopes, gerente de projetos do ICLEI, o desenvolvimento de um plano de adaptação focado nos setores prioritários é de extrema importância para o Brasil.

Escolhidos por serem considerados estratégicos e centrais para o desenvolvimento urbano do Recife, o Plano de Adaptação Setorial abrange quatro setores-chave: Economia, Saneamento, Mobilidade e Transformação Urbana. “Se a gente não fizer uma adaptação nesses setores tudo acaba ruindo. O objetivo foi dar uma atenção especial para eles e, a partir disso, estruturar a adaptação e resiliência no resto da cidade”, argumenta a gerente de projetos.

Conforme Leta Vieira, Coordenadora do ICLEI, os Grupos de Trabalho seguem a mesma metodologia do Plano de Ordenamento Territorial do Recife. Dessa forma, as representatividades atuarão em cada GT considerando os percentuais para Órgãos Públicos (37,5%), Sociedade Civil (25%), Academia, técnicos e profissionais (25%) e o Empresariado (12,5%).

Com mais de 40 pessoas presentes, o setor de Economia foi tema do primeiro GT. A previsão é que a primeira etapa de reuniões dos Grupos de Trabalho seja concluída até o fim de janeiro, após os encontros com todos os setores.

Eventos climáticos extremos

O histórico de eventos climáticos extremos, cheias, deslizamentos de barreiras e casos de arboviroses, por exemplo, classificam o Recife como a 16ª cidade do planeta mais vulnerável às mudanças climáticas segundo o Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2021).

O Plano de Adaptação visa incentivar ações que influenciam na mudança desse cenário. Como comenta a analista de projetos da ARIES, Daiane Vieira, “o PASR é uma tentativa de políticas públicas que visa o desenvolvimento sustentável do Recife, na medida em que analisa e antecipa projeções, dados e riscos para a cidade voltados às mudanças climáticas, incluindo singularidades, vulnerabilidades da região e o percurso desenvolvido até então sobre o tema pelo município”.

Por Giselle Cahú, da equipe de comunicação ARIES/CITinova.


Rio-Capibaribe. Foto: Giselle Cahu

CITinova tem várias iniciativas voltadas à segurança hídrica

O projeto CITinova tem inúmeras iniciativas voltadas à segurança hídrica. Isso porque os desafios enfrentados pelas cidades são imensos para cumprir as metas estabelecidas pela ONU nos ODS, entre eles o ODS 6, que prevê a universalização do acesso à água potável e ao saneamento básico.

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), cerca de 78% dos municípios avaliados terão dificuldades para cumprir as metas estabelecidas pela ODS 6. 

O levantamento, que analisou dados de 770 municípios brasileiros, revela que apenas 16 deles já alcançaram indicadores compatíveis com os previstos pelo ODS 6 até 2030.

Entre os municípios mais bem classificados no objetivo estão Araras (SP), Nova Iguaçu (RJ), Limeira (SP), Santos (SP), São Caetano do Sul (SP), Pinhais (PR) e Balneário Camboriú (SC).  Já entre as cidades mais distantes de cumprir o ODS 6, estão 11 capitais estaduais, entre as quais: Porto Velho, Manaus, Belém, São Luís, Teresina e Natal.

O IDSC-BR foi desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis, parceiro coexecutor do projeto CITinova, para mapear, monitorar e avaliar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 770 cidades brasileiras, incluindo as capitais dos 26 estados da Federação, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS.

Para análise do ODS 6 – Água potável e saneamento, o Índice utilizou cinco indicadores: população atendida com esgotamento sanitário (%); população atendida com serviço de água (%); índice de perda de água tratada; população atendida com coleta domiciliar de lixo (%); e doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (por 100 mil).

CITinova e Segurança hídrica

Entre as ações que estão sendo realizadas pelos parceiros coexecutores do CITinova, no Distrito Federal a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA-GDF) está implementando vários projetos pilotos na Orla do Lago Paranoá e nas Bacias Hidrográficas do Descoberto e do Paranoá, duas bacias de extrema relevância para o abastecimento e sustentabilidade do DF.

Entre eles, ações de Recomposição da vegetação nativa em Áreas de Proteção Permanente (APPs) de nascentes, cursos hídricos e em áreas de recarga das bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá; Água Estruturada para irrigação da Bacia Hidrográfica do Descoberto; Sistemas Agroflorestais (SAFs) Mecanizados nas bacias do Paranoá e do Descoberto.

Reflorestamento, Sistema Agroflorestal (SAF) e Água Estruturada: três exemplos de projetos pilotos implemementados pela SEMA-GDF no âmbito do CITinova. Fotos: Arquivo CITinova/SEMA

Em Recife, entre as várias iniciativas do projeto CITinova executadas pela parceira Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES), serão implementados Jardins Filtrantes na foz do Riacho do Cavouco, localizada no Parque do Caiara, no bairro da Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. Projetados para ocupar aproximadamente 7 mil m², os Jardins serão responsáveis pelo tratamento de cerca de 10% da vazão da água poluída que desaguará no Rio Capibaribe.

Todos os projetos pilotos apoiados pelo CITinova têm caráter de replicabilidade, ou seja, ficarão disponíveis nas plataformas OICS e PCS e servirão de modelo a serem replicadas em larga escala por gestores públicos de todo o país.

Com informações da equipe de comunicação do PCS.


Foto de abertura Foto: Rony Michaud (Pixabay)

Como sua cidade pode fazer parte do Programa Cidades Sustentáveis?

O Programa Cidades Sustentáveis possui uma plataforma digital que, em parceria com o projeto CITinova, vem sendo desenvolvida e ampliada com novos conteúdos, funcionalidades e ferramentas para auxiliar a gestão pública integrada, inclusiva, participativa e sustentável.

A adesão ao PCS é aberta a prefeitos ou prefeitas de qualquer município brasileiro que, ao assinar a carta do programa, reafirmam seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a Agenda 2030.

A assinatura dessa carta-compromisso é voluntária e gratuita, podendo também ser firmada por vereadores, vereadoras e partidos políticos.

Cidadãos, cidadãs e organizações da sociedade civil também podem contribuir, verificando se o município em que atuam ou moram já está associado ao PCS e, caso contrário, estimulando o prefeito ou a prefeita a fazer parte do programa.

Confira aqui se seu município faz parte do PCS. E aqui como baixar e cadastrar a carta-compromisso.

Principais benefícios para o município

A adesão ao Programa Cidades Sustentáveis é uma oportunidade de integrar a gestão local a uma agenda global e uma referência na implementação dos ODS!

Ao aderir ao PCS, os gestores públicos e os técnicos das prefeituras podem alinhar o planejamento de suas cidades a esta avançada plataforma de desenvolvimento sustentável e à Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

É também uma oportunidade política, pois amplia o diálogo e a participação da sociedade para a construção conjunta de políticas públicas e de mecanismos de transparência e controle social.

A adesão facilita ainda o planejamento integrado e a execução orçamentária, proporcionando maior previsibilidade, redução de desperdícios, ganhos de produtividade e economia para a administração pública.

Uma gestão planejada e compromissada com as agendas urbanas de desenvolvimento sustentável pode abrir novas portas de acesso a recursos privados e/ou de organismos nacionais e internacionais.

Com informações da equipe de Comunicação do PCS.


PCS tem adesão de mais de 150 municípios de todo o país

Durante a atual gestão municipal, iniciada em 2021, mais de 150 municípios brasileiros aderiram ao Programa Cidades Sustentáveis (PCS), parceiro coexecutor do projeto CITinova. Dessa forma, passaram a contar com um conjunto de metodologias, ferramentas e conteúdos de apoio à administração e ao planejamento integrado. Tudo disponibilizado gratuitamente aos gestores públicos dessas localidades.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), o CITinova tem entre suas principais iniciativas a realização de duas plataformas para apoio e promoção de gestão pública integrada e sustentável: a nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), executado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Com abrangência nacional, as duas plataformas têm como usuários principais os representantes dos governos locais, mas são também voltadas ao setor privado, academia e sociedade em geral. Alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, elas oferecem ferramentas, conteúdos e metodologias distintos, mas se complementam para oferecer o melhor suporte à promoção de gestão pública integrada e sustentável.

Adesão ao PCS

A adesão ao Programa Cidades Sustentáveis é uma oportunidade de integrar a gestão local a uma agenda global, uma vez que os gestores públicos e os técnicos das prefeituras podem alinhar o planejamento da cidade a uma avançada plataforma de desenvolvimento sustentável e à Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

No grupo dos que podem se beneficiar dessa parceria, que visa estimular e facilitar o desenvolvimento sustentável e o cumprimento local dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030, estão cidades pequenas – até 100 mil habitantes –, médias – de 100 mil a 500 mil – e grandes – acima de 500 mil.

A relação dos que assinaram a carta-compromisso do PCS inclui municípios de todas as regiões do país e 13 capitais estaduais, entre as quais: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belém e Cuiabá.

Confira Aqui todas cidades signatárias. 

Com informações da Comunicação do PCS

Foto de abertura Recife. Arquivo projeto CITinova