Micro estações climáticas irão favorecer ações de monitoramento e alerta no Recife

A promoção de mecanismos para capacitar o planejamento e gestão eficaz no que diz respeito à emergência climática, bem como a resiliência e capacidade de adaptação às catástrofes naturais, estão presentes no ODS 13, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

O CITinova, projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), atua na realização de projetos-pilotos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e dá ênfase a medidas que apoiem no combate à mudança do clima e seus impactos. Um exemplo é o projeto-piloto das Micro Estações de Monitoramento do Microclima, desenvolvido na capital pernambucana pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES).

Este projeto-piloto prevê a realização de um monitoramento de clima, por meio da implementação de três unidades de micro estações. Duas delas coletarão dados da qualidade do ar e da água; e uma terceira coletará dados de climatologia, ou seja, medirá a temperatura, pressão atmosférica e umidade. Além dessas três micro estações, será desenvolvida uma plataforma online para dar acesso aos dados coletados.

Trabalho preventivo de contenção de barreiras. Foto: Andrea Rêgo

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), além de contribuir para aquisição de dados da qualidade do ar e da água e para o detalhamento das variáveis específicas do clima, as Micro Estações agregam informações sobre as características microclimática do Recife, como as ilhas de calor.

Thiago Luiz, meteorologista da Agência, destaca que o equipamento de telemetria – que realiza a coleta, a medição e o armazenamento de dados de forma remota – permite aumentar a frequência de amostragens no monitoramento. “Uma vez que os dados chegam à APAC sem ser necessário ir a campo, as probabilidades de registrar algum evento de alteração na qualidade da água em tempo real aumentam bastante”, comenta o meteorologista. “Isso é uma versão embrionária do que uma plataforma de alarme precoce sobre eventos climátidos pode fazer”, complementa Patrícia Pinho, consultora técnica em clima do projeto CITinova.

Plataforma de dados

Para além dos sensores de coleta de informações, as micro estações necessitam de uma plataforma de dados funcional e adaptada às necessidades dos profissionais que irão utilizá-la.

Desta forma, a primeira etapa de desenvolvimento da plataforma foi composta por rodadas de entrevistas com atores do projeto, diversos usuários e órgãos que viabilizarão a proposta, como a Defesa Civil, a Companhia Pernambucana de Controle da Poluição Ambiental e de Administração de Recursos Hídricos (CPRH), pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco e a APAC, sendo esta última identificado como órgão principal da utilização dos dados que serão fornecidos pelo projeto-piloto.

Responsável pelo monitoramento meteorológico e climático, a APAC também monitora a qualidade de recursos hídricos, junto com o CPRH. Cabe a Agência ainda emitir alertas climáticos para as Defesas Civis do estado e município. “Esse conjunto de responsabilidades torna a APAC a principal interessada em receber a guarda das micro estações e da plataforma de dados após a finalização do CITinova, apesar de não ser a única entidade a ter acesso aos dados fornecidos pelas estações”, afirma Isadora Freire, coordenadora técnica do CITinova em Recife.

O projeto realizou também etapas de desenvolvimento do sistema de informação, prototipação e modelagem. Durante os últimos dois meses, foram promovidos workshops com representantes das áreas de Clima, Qualidade do Ar e Qualidade da Água, da APAC.

Segundo Isadora Freire, o principal objetivo dos workshops foi compreender a dinâmica de trabalho da APAC e o emprego dos dados por diferentes perfis. “Realizamos a construção de perfis, a validação e o desenho da jornada dos usuários técnicos. Queríamos entender, por exemplo, como é o dia-a-dia de um técnico da qualidade do ar, quais dados vão ser visualizados e utilizados por eles”, explica. De acordo com a coordenadora técnica do CITinova, a cenarização de situações cotidianas e problemas a serem resolvidos auxiliou no entendimento de como a plataforma precisa funcionar para agregar valor aos funcionários da Agência.

Conduzidos pelos Institutos Senai de Inovação – Unidade de Tecnologia da Informação e Comunicações (ISI-TICS) e realizados por meio de uma metodologia de design thinking, os workshops abordaram tanto o nível técnico quanto o nível da gerência de cada área, resultando num protótipo de alta fidelidade.

O meteorologista Thiago Luiz participou dos workshops e avalia o projeto-piloto como eficiente e otimizado. “A maneira como está sendo realizada a dinâmica, tendo uma comunicação prévia entre usuário e desenvolvedor, praticamente deixa os produtos com melhor funcionalidade para usar os dados monitorados de forma fácil, ágil e eficiente”, diz.

A união de esforços entre o projeto CITinova desenvolvido pela ARIES, a Agência Pernambucana de Águas e Climas e demais envolvidos no piloto, como o Instituto Senai de Inovação, objetiva uma entrega eficiente e escalável do projeto-piloto de Micro Estações de Monitoramento Climático no Recife.

O CITinova é um projeto multilateral cuja realização é de responsabilidade do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), e execução, em Recife, pela ARIES e Porto Digital.

Por Giselle Cahú, da equipe de comunicação ARIES/CITinova


Foto de abertura Foto: Pixabay

Sema-DF lança plataforma com dados espaciais e informações ambientais do DF

O Distrito Federal conta, a partir de hoje (29/04), com uma plataforma de inteligência ambiental-territorial, pública e gratuita, disponibilizada a toda sociedade, o Sistema Distrital de Informações Ambientais (SISDIA).

Desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), com apoio do CITinova, projeto multilateral sob responsabilidade e coordenação nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o SISDIA tem como objetivo principal promover a comunicação entre governo e sociedade e pode ser acesso no endereço no endereço sisdia.df.gov.br. Conta, para isso, com armazenamento e compartilhamento de maneira integrada, transparente e segura de dados espaciais e informações ambientais, produzidas e atualizadas por diversos órgãos governamentais do DF.

Com mais de 400 participantes, o lançamento on line foi aberto por José Sarney Filho, secretário do Meio Ambiente do DF, Marcelo Marcos Morales, secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arlete Sampaio, deputada federal (PT-DF), Pedro Henrique Zucchi, assessor de Sustentabilidade Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), e Asher Lessels, gestor de Portfólio da América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Marcelo Morales, do MCTI, ressaltou a importância do lançamento do SISDIA como “um exemplo da contribuição do melhor conhecimento científico no apoio ao planejamento urbano integrado e um modelo a ser replicado para todo o pais”. O secretário da Sepef citou ainda duas outras plataformas de abrangência nacional que estão sendo desenvolvidas e aperfeiçoadas no âmbito do CITinova, o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis, com mapeamento e divulgação de soluções urbanas inovadoras, contextualizadas ao território nacional por meio de tipologias de cidades-regiões, e a nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis, que tem como principal função apoiar o planejamento local dos municípios brasileiros.

Morales destacou também o AdaptaBrasil MCTI, plataforma de Índices e Indicadores de risco de impactos das mudanças climáticas no Brasil, lançada em outubro de 2020 pelo Ministério, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais.

O secretário Sarney Filho afirmou que o SISDIA vem somar “para que o desenvolvimento de Brasília aconteça, cada vez mais, dentro dos princípios da sustentabilidade e voltado à qualidade de vida”.  O ministro Herman Benjamin complementou que, “ao falar de proteção do meio ambiente, estamos falando da dignidade da pessoa”. Para ele, “política ambiental não existe sem geração de conhecimento e da informação”. 

Asher Lessels, do PNUMA, órgão implementador do Projeto CITinova, salientou o público alvo da nova plataforma: “em primeiro lugar, os gestores públicos, que formam as políticas públicas para promover o desenvolvimento sustentável da cidade; seguidos da sociedade civil, que precisa desta transparência para poder acompanhar o que está acontecendo na cidade em que vive; e também o setor acadêmico, que é a fonte para identificação de soluções e insumos para a lavração da política pública”.

Resultado da articulação de 18 bancos de dados governamentais e da UnB, o portal do SISDIA disponibiliza estudos que abordam projeções climáticas para o DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE); Índices de Sustentabilidade nas bacias do Descoberto e Paranoá; Mapeamento da cobertura vegetal e do uso do solo no Distrito Federal; Diagnóstico sobre a contaminação do antigo Lixão e; o Inventário de Clima atualizado até 2018. 

O SISDIA é uma realização da SEMA-DF, com apoio do CITinova, projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com recursos do Global Environment Facility (GEF), implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), e execução, em Brasília, pela Secretaria do Meio Ambiente-DF, em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).


Foto de abertura Foto: Arquivo CITinova

DF ganha novo mapa da cobertura vegetal e uso do solo

Instrumento essencial para a gestão de políticas públicas na área socioambiental, o o Mapa da Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Distrito Federal foi concluído pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), parceira coexecutora do Projeto CITinova.

O detalhamento dos resultados alcançados são inéditos para o território do DF na escala em questão, 1:25.000. A metodologia adotada incluiu processamento de imagens disponíveis de satélites e dados disponibilizados por diversas instituições.

O estudo está inserido no âmbito do CITinova e ficará disponível no Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), cuja página na Internet será lançada no final de abril. O objetivo da Sema é tornar o mapa um instrumento referencial oficial para análises do Bioma Cerrado no DF e uma alavanca ara fazer políticas públicas em torno do equilíbrio ecológico. “A iniciativa  vai propiciar que se ganhe tempo e servir de apoio ao trabalho, não só de técnicos e analistas da área, mas também do usuário, do cidadão comum, do investidor”, afirma o secretário da Sema, Sarney Filho.

Edgard Fagundes, assessor da Secretaria Executiva da Sema, afirma que “‘o resultado é fruto da integração de informações sobre o estado atual da vegetação e uso do solo, juntamente com outros parâmetros”. De acordo com ele, os primeiros mapas do mesmo segmento no DF remontam à década de 60, sendo o último de 2019, mas com legenda resumida e fora dos padrões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Serviço Florestal Brasileiro (IFB).

Fagundes destaca ainda que “o instrumento que a Sema concluiu traz um alto nível de detalhamento, inclusive devido à escala usada. Destaco a legenda do nosso mapa, extremamente detalhada, que chega ao que chamamos de Nível 4 de classificação do uso do solo e cobertura vegetal”.  E chama a atenção para o fato de que a Sema está implementando estudos e projetos no sentido de lidar com as mudanças climáticas no território do DF, o que envolve a adoção de estratégias para manutenção e recuperação da vegetação nativa, “já que a dinâmica de formação da paisagem no Distrito Federal está intimamente relacionada aos intensivos processos de adensamento da malha urbana e do crescimento da ocupação agrícola que, em conjunto, podem ser considerados os principais componentes das modificações territoriais e da redução da área ocupada pela vegetação de Cerrado, de acordo com estudos realizados”.

Para a secretária executiva da Sema, Marília Marreco, hoje há diversos instrumentos na legislação do DF que demandam um mapa de Cobertura Vegetal e Uso como o que a Sema acaba de fazer, para poder avançar. “O que queremos é torná-lo, por meio de um instrumento legal, referencial como o mapa-base do Cerrado para o Distrito Federal”, afirma.

CITinova

Projeto multilateral que busca desenvolver soluções tecnológicas inovadoras e oferecer metodologias e ferramentas de planejamento urbano integrado para apoiar gestores públicos, incentivar a participação social e promover cidades mais justas e sustentáveis, o CITinova, no DF, é coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, sob responsabilidade do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI), com implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Pnuma e recursos do Global Environment Facility (GEF).

Informações da Assessoria de Comunicação da SEMA-GDF


Foto de abertura Fotos: Divulgação/JBB

CITinova é apresentado no GT3 da Câmara das Cidades 4.0: Soluções e Tecnologias de Baixo Carbono

A primeira reunião do Grupo de Trabalho 3 da Câmara das Cidades 4.0, realizada pela Secretaria de Pesquisa e Formação Científica (Sepef), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em 30 de março, contou com a participação de mais de 50 pessoas, entre servidores públicos, pesquisadores e representantes do setor privado. No encontro, foram apresentadas três importantes iniciativas já em curso capitaneadas pela Sepef, entre elas o projeto CITinova.

A Câmara das Cidades 4.0 foi criada no âmbito do decreto nº 9.854 de 25 de junho de 2019, que instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas com quatro áreas prioritárias de atuação – saúde, indústria, agro e cidades – e quatro grupos de trabalho (GTs) para trabalhar, cada um deles, um dos temas propostos.

Coordenado pela SEPEF, o GT3: Soluções e Tecnologias de Baixo Carbono está associado à temática de cidades com foco na Agenda Climática e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030. “Esse grupo de trabalho buscará priorizar a mitigação e a adaptação às mudanças do clima no escopo urbano, contribuindo para o desenvolvimento de cidades resilientes”, afirmou Sávio Raeder, diretor do Departamento de Ciências da Natureza da Sepef e coordenador do GT3.

No primeiro encontro do GT3, foram apresentadas três importantes iniciativas já em curso capitaneadas pela Sepef, e, em seguida, uma proposição de um Fórum de Inovações para Cidades Inteligentes e Sustentáveis, a ser realizado em outubro, o mês da Ciência e Tecnologia.

Abertura  Após as boas-vindas e agradecimentos, José Gontijo, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, destacou a importância Câmara das Cidades 4.0 como um fórum técnico que une diversas instâncias e trará riqueza para o País. “O ministro Marcos Pontes gosta de dizer que o MCTI é uma caixa de ferramentas não só para outros Ministérios, mas para outras entidades que se relacionam com esse ministério, e a Câmara 4.0 é mais um exemplo disso”, afirmou. Gontijo comentou também sobre o papel fundamental das tecnologias digitais inovadoras para a sustentabilidade das cidades. “A ideia é que consigamos trabalhar cada vez mais próximos para que as cidades possam ser inteligentes e sustentáveis”.

Representando o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a coordenadora Fernanda Capdeville, da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano, enfatizou a importância de trabalhar políticas urbanas a partir da “construção de uma agenda de desenvolvimento sustentável,  que procure abranger não somente os antigos desafios urbanos, mas também os mais recentes, como as questões ambientais e climáticas e a transformação digital nos territórios, para, com isso, trazer novas oportunidade, reduzir as desigualdades e propiciar melhor qualidade de vida à população”.  Ela falou também sobre a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, uma “agenda pública para a transformação digital nas cidades brasileiras”, resultado de um esforço coletivo para a construção de uma estratégia nacional para cidades inteligentes.

Apresentação dos projetos da SEPEF

 Dando sequência à programação, foi apresentado o CITinova Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis, um projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), e cuja execução é de responsabilidade da Coordenação Geral de Ciência do Clima e Sustentabilidade, do MCTI.  

Antônio Marcos Mendonça, diretor nacional do projeto, afirmou que “em todas as ações implementadas pelo projeto há uma forte preocupação com a contribuição para a sustentabilidade nas cidades brasileiras por meio de investimento em planejamento urbano integrado e tecnologias sustentáveis”. Para isso, o CITinova investe em tecnologias Inovadoras por meio de projetos-pilotos que estão sendo implementados em Brasília e Recife com o objetivo de enfrentar desafios históricos dos moradores e da gestão pública nas áreas de água, resíduos, energia, mudanças climáticas e mobilidade. Mendonça também destacou o apoio do projeto no desenvolvimento e aprimoramento de Plataformas para Cidades Sustentáveis de alcance nacional, o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS) e a nova plataforma do Programa Cidades Sustentáveis (PCS). Ambas presentam ferramentas, conteúdos, metodologias e soluções inovadoras para oferecer o melhor suporte à promoção de gestão pública integrada e sustentável. As lições aprendidas com os projetos-pilotos estarão disponibilizadas em ambas as plataformas.

A próxima apresentação, sobre “Materiais Inteligentes e Sustentáveis”, coube a arquiteta, urbanista e tecnologista do MCTI, Daniela Mattar.E o terceiro projeto, o  AdaptaBrasil MCTI, uma plataforma de Índices e Indicadores de risco de impactos das mudanças climáticas no Brasil, foi apresentado por Diogo Santos, analista de infraestrutura, da Coodençação do Clima, do MCTI.  Desenvolvido pelo MCTI em parceria com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP), o AdaptaBrasil tem como objetivo consolidar, integrar e disseminar informações que possibilitem o avanço das análises dos impactos da mudança do clima, observados e projetados no território nacional, dando subsídios aos tomadores de decisões, e também a pesquisadores, à sociedade civil e ao setor privado.

Após as apresentações dos três projetos, foi aberto um espaço para perguntas e comentários dos participantes.  Entre muitas contribuições, Lincoln Alves, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), questionou como o CITinova considera cidades de meio e pequeno porte na temática de cidades sustentáveis. Antônio Mendonça respondeu que os projetos-pilotos que estão sendo implementados em Recife e Brasília servirão de modelo a serem replicados em outras regiões. Outro exemplo dado por ele foi o OICS, plataforma que divulga soluções urbanas inovadoras no Brasil e no mundo e que permite aos usuários encontrar a solução mais adequada para o seu tipo de cidade-região.

Sávio Raeder, após agradecer as importantes contribuições, comunicou a criação do Fórum de Inovações para Cidades Inteligentes e Sustentáveis, que acontecerá em outubro, mês da Ciência e Tecnologia.  Comentou ainda que o tema da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) será “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”.


Foto de abertura Um exemplo de projeto-piloto CITinova, implementado pela parceira coexecutura SEMA-DF: plantio de espécies do Cerrado para recuperação de nascentes no Parque de Águas Claras. Foto Gabriela Fonseca/Comunicação CITinova/SEMA-DF