MAPA DA DESIGUALDADE: AS CAPITAIS BRASILEIRAS E OS IMPACTOS DA COVID-19

O Programa Cidades Sustentáveis (PCS), com apoio do Projeto CITinova, traz uma série com dados e indicadores das 26 sedes estaduais e a relação entre o novo coronavírus e as causas estruturantes da desigualdade no país.

Nos últimos dois meses, as capitais brasileiras se tornaram o epicentro da disseminação do novo coronavírus no Brasil. Elas respondem por quase dois terços dos casos e dos óbitos por Covid-19 registrados no país.

A relevância das capitais, ainda maior no contexto pandêmico da Covid-19, levou o Programa Cidades Sustentáveis, parceiro coexecutor do Projeto CITinova, a coletar uma série de dados relacionados à saúde pública e à condição socioeconômica da população que vive nessas cidades.

O objetivo é observar as possíveis correlações entre os indicadores e entender melhor a oferta de infraestrutura nos 26 municípios-sede das unidades federativas – Brasília não foi inclusa no levantamento –, bem como suas necessidades e fragilidades.

Acompanhe toda a série na plataforma do PCS:

MAPA DA DESIGUALDADE: AS CAPITAIS BRASILEIRAS E OS IMPACTOS DA COVID-19 Moradia é o primeiro tema abordado pela série.

MAPA DA DESIGUALDADE: RENDA E MORTALIDADE POR COVID-19  AS CAPITAIS BRASILEIRAS  O segundo tema da série especial do Programa Cidades Sustentáveis mostra a relação entre o número de vítimas da atual pandemia e a renda da população.

DESIGUALDADE NO ACESSO A LEITOS AGRAVA VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO AMAZÔNICA  Mapa da Desigualdade aponta que as três capitais com menor oferta de leitos de UTI do país estão na Região Norte, que vê a mortalidade por Covid-19 disparar desde o início da pandemia.

ACESSO À ÁGUA TRATADA TEM IMPACTO NO COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS  A quarta série mostra o percentual da população que tem acesso à rede de abastecimento de água e o índice de mortalidade pela Covid-19 (no dia 3 de junho) em cada um dos 26 municípios-sede das unidades federativas.

COVID-19 É 13 VEZES MAIS LETAL NO RIO DE JANEIRO DO QUE EM FLORIANÓPOLIS  Letalidade do novo coronavírus é maior em cidades que já apresentavam altas taxas de mortalidade por doenças respiratórias antes da pandemia, aponta a quinta série de dados do Mapa da Desigualdade entre as Capitais.

MORTALIDADE PELA COVID-19 É MAIS ELEVADA ONDE HÁ MAIOR CONCENTRAÇÃO DE RENDA  A pandemia causada pelo novo coronavírus tem impactado de forma desigual os diferentes estratos sociais de um país ou de uma cidade, sendo os pobres os mais atingidos pela crise sanitária global. A avaliação fica mais uma vez evidenciada na sexta série de dados do Mapa da Desigualdade entre as Capitais.

Informações: Assessoria de Comunicação do PCS

Acompanhe os dados e indicadores também nas redes sociais do Programa Cidades Sustentáveis:

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O CITinova é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Digital, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).

Distrito Federal terá novo mapa de vegetação

A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema) iniciou, neste mês de maio, no âmbito do Projeto CITinova, a elaboração do novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Distrito Federal. O mapeamento é uma ferramenta de auxílio à gestão territorial e insumo básico para o monitoramento da dinâmica de ocupação. Além disso, ajuda a identificação do estado da cobertura vegetal e fornece dados para ações de conservação e recomposição da vegetação natural.

O cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, é considerado a mais rica savana do mundo.O cerrado é um dos ‘hotspots’ para a conservação da biodiversidade mundial. O termo é utilizado para designar lugares que apresentam uma grande riqueza natural e uma grande biodiversidade, mas que se encontram ameaçados de extinção ou que passam por um corrente processo de degradação.

O novo mapa, que está sendo produzido pela Sema, ficará pronto em quatro meses e seguirá padrões já convencionados, tendo por base o Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE, 2006) e as classificações utilizadas pelo Inventário Florestal Nacional no Distrito Federal, realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (2016). E, por essas razões, deverá ser o mapa oficial da cobertura vegetal e uso do solo no DF.

O mapeamento está sendo elaborado com a utilização de ferramentas de geoprocessamento e técnicas de sensoriamento remoto, conjugadas com aferições das características da paisagem obtidas por meio de trabalhos de campo.

A iniciativa integra o Projeto CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis, coordenado nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cuja execução no DF é de responsabilidade do GDF, por meio da Sema.Impactos ambientais.

Os processos de mudança na cobertura vegetal no planeta vêm ocorrendo de forma mais intensa nas últimas décadas. Tais alterações têm produzido impactos ambientais significativos no Distrito Federal, como a erradicação e degradação da vegetação nativa, a erosão, a diminuição na vazão dos rios da região, os assoreamentos e aumento das queimadas, as perdas de habitats, as alterações na fauna e a redução da biodiversidade, dentre outros.

“A conservação das espécies, a manutenção dos recursos hídricos, a mitigação das mudanças climáticas e a reparação dos danos ambientais exigem o planejamento adequado de medidas conservacionistas, bem como das atividades que usam ou modificam a natureza. Para isso, é fundamental a geração de dados acurados e atualizados de distribuição da cobertura vegetal nativa e usos socioeconômicos do solo”, destacou o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Segundo o assessor da Secretaria Executiva da Sema, Edgar Fagundes, a expectativa é que a disponibilização de um mapeamento da cobertura vegetal de maior confiabilidade e melhor resolução que o atualmente disponível no DF proporcione um salto de qualidade para os trabalhos de monitoramento e controle da ocupação da terra, fiscalização ambiental e emissão de atos autorizativos.

Além disso, o novo mapa auxiliará na atualização e refinamento das áreas prioritárias para a conservação e restauração da biodiversidade, desenho e gestão de Unidades de Conservação, análises do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), e direcionamento de recursos de fomento e incentivo econômico à sustentabilidade, entre outros benefícios.

O cerrado possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo (mais de 7.000 espécies). A riqueza de espécies de aves, peixes, répteis, anfíbios e insetos é igualmente grande. Nos últimos 35 anos mais dametade dos 2 milhões de km2 originais do bioma foram cultivados com pastagens plantadas e culturas anuais.

Informações: Assessoria de Comunicação SEMA-GDF

Foto de abertura: Arquivo da Agência Brasília