“O desafio da água e as cidades” é tema do III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza

Especialistas nacionais e internacionais debateram como inspirar-se na natureza para criar soluções que enfrentem os grandes desafios urbanos e forneçam melhor qualidade de vida e resiliência climática, no III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), que aconteceu nos dias 10 e 11 de março, em Brasília.

Realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), por meio do Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), do Projeto CITinova, o evento reuniu, a cada dia, cerca de 250 participantes, entre técnicos e secretários municipais, representantes dos ministérios, acadêmicos, ativistas e sociedade em geral.   

Na abertura, Julio Francisco Semeghini Neto, secretário-executivo do MCTIC, ressaltou a importância da ciência no fortalecimento da cooperação internacional e vice-versa. “Os desafios globais contemporâneos vão além das fronteiras geopolíticas e das formas isoladas de resolução”, afirmou ele.

Regina Maria Silvério, diretora do CGEE, apontou a importância do tema “O Desafio da Água e as Cidades” neste momento de desastres climáticos, como as chuvas, enchentes e suas consequências, e o precário saneamento em todo o país. “Cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm coleta de esgoto em casa, ou seja, quase 50% da população. Será necessário um esforço muito grande para que o Brasil atinja a meta que estabeleceu para 2030 de ter saneamento em 100% dos estados”, disse.

Para Asher Lessels, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é um momento muito oportuno para o evento frente à emergência planetária. “A temperatura já atingiu 1,1 graus acima da média histórica global e, consequentemente, estamos enfrentando eventos climáticos extremos que, como humanidade, nunca experimentamos antes”, afirmou Asher. “Na ONU, estamos chamando 2020 de o ‘SuperAno para a Natureza’. É um ano crítico para a humanidade começar a reverter a perda sem precedentes de biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas.”

Também participaram da abertura os representantes das agências apoiadoras Oscar Cordeiro, da Agência Nacional de Águas (ANA), Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da Delegação da União Europeia, e Marco Túlio Scarpelli Cabral, chefe da Divisão de Meio Ambiente do Ministério de Relações Exteriores.

Em seguida, a diretora nacional do CITinova, Marcela Aboim Raposo, apresentou o projeto realizado pelo MCTIC com apoio de parceiros coexecutores, entre eles o CGEE, que está desenvolvendo o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis, uma plataforma virtual de mapeamento e divulgação de soluções urbanas inovadoras contextualizadas ao território nacional.  Marcela ressaltou que as Soluções Baseadas na Natureza em sua relação com a água e os desafios urbanos são destaque da atuação do Observatório. “Estamos disseminando e construindo conhecimento em torno desse tema para subsidiar a tomada de decisão em prol de cidades mais resilientes e sustentáveis”, afirmou Marcela.

Marcela Aboim Raposo apresenta o projeto CITinova e Fernanda Capdeville, o projeto ANDUS.

Fernanda Capdeville apresentou o projeto ANDUS – Apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável no Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O Projeto ANDUS é uma iniciativa de cooperação técnica entre os governos brasileiro e alemão para apoiar a elaboração de uma estratégia nacional de desenvolvimento urbano, no tripé econômico-social-ambiental da sustentabilidade.

Nos dois dias, vários painéis iabordaram os temas: estratégias de gestão de recursos hídricos na transição para cidades sustentáveis; desafios e oportunidades para a universalização do saneamento no Brasil; soluções baseadas na natureza para água experiências da iniciativa privada; mulheres focadas em soluções baseadas na natureza. Também foram oferecidas duas oficinas pelo ICLEI Governos Locais pela Sustentabilidade sobre Empreendedorismo Baseado na Natureza (EBNs) e UrbanByNature no Brasil: o caminho daqui para frente.

Para o jovem Ian Coêlho, 18, estagiário da Fiocruz, a presença no seminário “é muito reconfortante, por saber que temos mais pessoas que continuam lutando e nos inspiram”.

No dia 12, o evento foi encerrado com uma visita técnica ao Lixão da Estrutural, em Brasília, no qual a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA/GDF), coexecutora do projeto CITinova, apresentou as experiências pilotos que serão testadas para remediação do Lixão.

CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Ditigal, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).

Veja abaixo a programação e acompanhe os painéis clicando aqui.


Foto de aberturaJulio Francisco Semeghini Neto, secretário-executivo do MCTIC, na abertura do evento. Ao lado, Asher Lessels (PNUMA), Regina Maria Silvério (CGEE), Ignacio Ybañez Rubio (UE), Oscar Cordeiro (ANA), Marco Túlio Scarpelli Cabral (MRE).

Experiência inovadora no antigo Lixão da Estrutural é apresentada a especialistas nacionais e internacionais

O III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza – O Desafio da Água e as Cidades, em Brasília, foi encerrado com a demonstração de uma experiência prática de SbN no Lixão da Estrutural, realizada pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMA/GDF), parceira co-executora do Projeto CITinova.

Especialistas nacionais e internacionais foram ao antigo Lixão da Estrutural, em 12 de março, para conhecer as técnicas que serão aplicadas no local com o objetivo de diagnosticar os níveis de contaminação da área e indicar quais as tecnologias mais adequadas para remediação.

Entre as técnicas inovadoras , que serão implementadas pela SEMA, estão: fitorremediação para teste de absorção de poluentes em um hectare do Lixão, modelo de transporte de contaminantes subterrâneos e tratamento do chorume.  “O objetivo é que, a partir dos resultados, o GDF possa tomar decisões quanto à descontaminação dos corpos hídricos e reparação aos danos causados ao meio ambiente”, afirmou Nazaré Soares, coordenadora do CITinova pela SEMA/GDF.

Eloi Guimarães Campos, professor da UnB, apresenta as técnicas que serão aplicadas pela SEMA-GDF.

Resíduos

O acúmulo de resíduos, durante o período entre 50 e 60 anos em que o Lixão operou, gerou impactos sobre os corpos hídricos que convergem para o Lago Paranoá. Foram cerca de 40 milhões de toneladas despejadas no local, em processo de deposição irregular de rejeitos em área de 200 hectares localizada na divisa com o Parque Nacional de Brasília.

De acordo com o coordenador do estudo contratado pela Sema, o professor da Universidade de Brasília (UnB), Eloi Guimarães Campos, as ações vão se concentrar no tratamento do chorume; na fitorremediação com plantio de espécies nativas e exóticas, que possam reter metais identificados no solo; e no enclausuramento do chorume para evitar que continue se espalhando. Além do uso dos dados na elaboração do Projeto de Recuperação da Área Degradada (Prad), de responsabilidade do Brasília Ambiental (Ibram).

Durante a visita técnica, o professor explicou que, na maioria das cidades, por questões econômicas, o chorume é jogado nos rios, sem passar por uma estação de tratamento. “Nessa área, faremos o tratamento aeróbico e anaeróbico do chorume, e depois o refino, testando metodologias diferentes. São mais de mil metros cúbicos de chorume nas duas piscinas do Lixão. Com essa experiência, esperamos encontrar soluções para diminuir a contaminação do solo, reduzindo de forma significativa a toxidez do líquido”, explicou.

Para a especialista Cecília Herzog, da Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, que participou da visita ao Lixão, soluções baseadas na natureza são o negócio do século 21. “Precisamos consertar os prejuízos. Os modelos de revitalização apresentados aqui são emblemáticos, mostram que as empresas querem agir de forma diferente. Diminuir a pegada e trazer benefícios em vez de impactos”, disse.

O III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) – O Desafio da Água e as Cidades ocorreu em 10 e 11 deste mês, e foi realizado pelo Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), por meio do Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), do Projeto CITinova. O evento reuniu técnicos, secretários municipais, representantes dos ministérios, acadêmicos e ativistas, que debateram como inspirar-se na natureza para criar soluções que enfrentem os grandes desafios urbanos e forneçam melhor qualidade de vida e resiliência climática. Uma aposta que tem ganhado cada vez mais atenção de países.

Com informação da Comunicação da SEMA-GDF

CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Ditigal, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).


Foto de abertura No Lixão, tubos onde o gás é canalizado para sair.

Oficina: Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS) – Soluções e Tipologias em SbN

Durante o III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza, representantes do setor privado, de instituições de pesquisa e organizações não governamentais de vários estados brasileiros, (CE, PE, MG, SP, DF, RJ) e também da Itália, Espanha e Portugal, se reuniram, em 11 de março, em Brasília, para participar de uma oficina sobre o trabalho realizado pelo Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, no âmbito do projeto CITinova.

O coordenador-técnico do OICS, Marco Lobo, ressaltou a importância do apoio e validação dos especialistas da área: “A plataforma é uma cocriação e não um depositório, ela tem que ser viva”.

Raiza Gomes Fraga e Monique Pinheiro Santos, analistas técnicas do CGEE, e os consultores Cecília Herzog e Claudio Egler apresentaram com detalhamento como está sendo desenvolvido o levantamento de soluções e estudos de caso e a caracterização do território para constituição das tipologias do OICS.

Em seguida, os especialistas da área se dividiram em pequenos grupos para responder questões e trazer contribuições para o levantamento de soluções e para tipologias do território, com o objetivo de validação e aprimoramento dos conteúdos.

Para Patrícia Bezerra, da Geoeconômica Estudos e Pesquisas em Sustentabilidade, que participou da oficina “é uma oportunidade excelente para fazer uma base de futuras decisões, um brainstorm, pois também existem outras metodologias possíveis para chegar em soluções precisas.”

“Foi muito interessante ver todas esses diferentes atores participando do evento e mostrando o interesse nas Soluções Baseadas na Natureza”, afirmou Tiago Freitas, da Comissão Européia. “Agora eles vão levar todo esse conteúdo para suas instituições e municípios. E assim tornar as SbN cada vez mais importantes e implementadas no Brasil.”

Atividade do grupo traz contribuições para a OICS

CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Ditigal, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).

ICLEI e Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis assinam parceria

O ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) assinaram, em Brasília (DF), um memorando de entendimento. A parceria é no âmbito do Programa Urban By Nature, do ICLEI, e do Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), desenvolvido pelo Centro no âmbito do projeto CITinova.

Representantes do CGEE, ICLEI e Urban By Nature assinam parceria. Foto: Gabriela Fonseca.

O Programa e o Observatório estão engajados na divulgação de conhecimento e no desenvolvimento de competências em soluções baseadas na natureza para a sustentabilidade no ambiente urbano. Nesse sentido, as instituições pretendem proporcionar aos governos, à sociedade civil e às empresas a oportunidade de criarem, conjuntamente, um futuro urbano resiliente e sustentável.

A solenidade ocorreu durante o 3º Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), evento promovido pelo MCTIC, pelos Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil e pelo CGEE. O ICLEI é um dos parceiros dessa edição, que teve como tema “O desafio da água e as cidades”.

A diretora de Soluções Baseadas na Natureza, Infraestrutura Verde e Biodiversidade do ICLEI Europa, Daniela Rizzi, destacou que considera a parceria como uma oportunidade de complementariedade para os projetos. “O Observatório está levantando informações do que acontece Brasil afora, está criando um banco de dados e trabalhando com indicadores. Então, é uma contribuição gigantesca para as SbN no país”, afirmou. 

O presidente do CGEE, Marcio Miranda, ressaltou a importância da temática abordada pelas iniciativas. “O tema sustentabilidade dos processos produtivos transcende fronteiras. Todos nós somos, ao mesmo tempo, atores e receptores de políticas públicas”, disse. 

A gerente de Biodiversidade e Mudança do Clima, do ICLEI América do Sul, Sophia Picarelli, afirmou que o acordo deve proporcionar resultados concretos para os projetos. “Enxergamos, de fato, essa possibilidade do observatório ancorar oficialmente essa agenda tão relevante das SbN, traduzindo isso cada vez mais para o contexto brasileiro e para toda essa diversidade regional”, lembrou.

A diretora do CGEE, Regina Silverio, comentou sobre a relação das Soluções Baseadas na Natureza com áreas como a biotecnologia, a bioeconomia e o bionegócio. “O CGEE trabalha muito com estudos prospectivos e o Observatório tem esse olhar de futuro”, destacou. 

O ICLEI é uma associação global que integra governos locais e regionais comprometidos com o desenvolvimento urbano sustentável, estimulando políticas e ações sustentáveis. Por meio do Urban By Nature, são realizados webinars e workshops de capacitação, com foco no objetivo do programa de proporcionar a co-criação de um ambiente urbano sustentável.

O OICS, por sua vez, consiste em uma plataforma virtual que busca mapear e divulgar soluções urbanas inovadoras, contextualizadas ao território nacional. Elas são catalogadas nas áreas de água, resíduos sólidos, mobilidade, energia, ambiente construído e soluções baseadas na natureza.

CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Ditigal, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).

Com informações da Assessoria de Comunicação do CGEE


Foto de abertura Parceria com Programa Urban By Nature encerrou o III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza. Foto: Gabriela Fonseca.

Plantio de espécies nativas: recuperação de áreas de nascentes no DF

Nesta semana, no Parque Ecológico do Riacho Fundo, Distrito Federal, acontece mais uma etapa do Programa de Recuperação de Nascentes, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), no âmbito do projeto CITinova, do Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Até sexta-feira (06), serão plantadas 2,4 mil mudas de espécies nativas do cerrado.

Equipe CITinova/SEMA e voluntários do plantio reunidos para o início da ação. Foto: Gabriela Fonseca.

O diagnóstico está sendo realizado para apontar os locais que serão atendidos pelo programa, envolvendo áreas de preservação permanente (APPs), de nascentes e de recarga hídrica (degradadas ou alteradas) nas bacias dos rios Descoberto e Paranoá, que abastecem os dois principais reservatórios de Brasília.

O trabalho de recuperação foi iniciado pelo Parque Ecológico Águas Claras, com o plantio de mais de 4 mil mudas em uma área de aproximadamente 5 hectares, no período de 20 a 28 de fevereiro. 

Segurança hídrica

Para Nazaré Soares, coordenadora do CITinova pela SEMA/GDF, a necessidade do projeto vem da severa crise hídrica que afetou o Distrito Federal nos últimos anos. “Uma das principais causas, além da mudança no regime de chuvas e do aumento do consumo pelo crescimento populacional, é o manejo inadequado de áreas que suprem os mananciais, denominadas áreas de recarga”, diz.

O secretário da SEMA, Sarney Filho, ressaltou a importância de garantir os cursos d’água que abastecem os dois reservatórios. “Esse tipo de projeto, ainda em escala piloto, em um cenário de aquecimento global, assegura para as futuras gerações o fornecimento da água”, disse ele.

Hoje, de acordo com a SEMA, a ameaça de uma crise hídrica decorre de fatores como as alterações nos períodos de chuva, o aumento do consumo impulsionado pelo crescimento populacional e práticas que levam à impermeabilização do solo, impedindo a infiltração da água e a reposição dos aquíferos, afetando diretamente as nascentes.

No parque Ecológico de Águas Claras, o trabalho conta com apoio de 80 pessoas do grupo Voluntários do Parque, será concluído até o final da próxima semana. Rosa Coalho, coordenadora do grupo de voluntários, destacou que a iniciativa incentiva o trabalho que os moradores já realizam no local. “É um exemplo que deve ser seguido em outras cidades”, defendeu.

Metas

Nessa primeira fase, serão recuperados, no Parque Ecológico do Riacho Fundo e no Parque Ecológico de Águas Claras, 10 dos 80 hectares do total estabelecido pelo projeto. Cerca de 40 espécies estão sendo usadas no plantio, como jacarandá, pau-ferro, lobeira, ipês, mutamba, Gonçalo Alves, paineiras e peroba do cerrado.

Até o retorno das chuvas, mais 70 hectares serão identificados para prosseguimento do plantio que será completado em 2021. A empresa Equilíbrio Ambiental fará o monitoramento e manutenção das áreas plantadas. 

A iniciativa de restauração de nascentes e APPs no Distrito Federal está entre as principais metas do Projeto CITinova Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis.


CITinova é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Digital, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).

Foto de abertura Primeiras mudas plantadas no Parque de Águas Claras. Foto: Gabriela Fonseca.